por Arthur Zampronio Zarpellon
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O que dizer da China? Como foi? Como é? Por que a China? Isso é o que todos me perguntam. A China se tornou o maior parceiro comercial do Brasil e hoje é uma potência mundial na área de exportação. As empresas querem diferenciais, estão buscando pessoas qualificadas e com experiência internacional. Porém, por que não estudar inglês? Na China você pode estudar inglês e mandarim, pois as aulas são ministradas em inglês, e ao sair da universidade você cai no mundo do mandarim.
Ao chegar à China, deparamos com uma temperatura de aproximadamente -10°C. Ali já vimos que não iria ser fácil, mas o ânimo e a ansiedade amenizaram o frio. O choque cultural veio de imediato: trânsito enlouquecedor, bicicletas elétricas e motos transitando por todo lado – até em cima da calçada, disputando espaço com pessoas, ou mesmo na contramão.
Localizada no norte de Pequim, a BLCU (Beijing Language and Culture University) tem professores altamente qualificados, com uma cultura que jamais tínhamos visto. Atraso de aluno não é tolerado. A cada 50 minutos de aula há sempre 10 minutos de pausa. A maior parte das aulas é de leitura e conversação. As aulas são ministradas das 8h ao meio-dia; no período da tarde há aulas de caligrafia, origami, tai chi chuan e kung fu. Os professores são avaliados constantemente com fichas preenchida pelos alunos.
O estudo na China está cada vez mais rigoroso. Presenciamos várias vezes, ao sair de festas às 5h, chineses estudando no McDonald’s. Não importa o dia nem o horário: eles sempre estudam nas lojas de fast-food.
Os chineses presam muito a cultura. É impossível sair à rua e não vê-los tomando chá em restaurantes, na rua, em lojas e no metrô, entre outros lugares. Uma cena ficou marcada: todos os dias, ao irmos para as aulas, com frio ameno, víamos muitos idosos no campus da universidade correndo na pista de atletismo, jogando tênis e praticando tai chi chuan.
Mas – o que todos querem saber – o que vocês comiam lá? Não vou negar, passamos um mês sendo desafiados pela comida. De modo algum eu diria que ela é péssima. Mas ela é muito diferente do que estamos acostumados. Leva muita pimenta e muitos temperos típicos, dificultando ainda mais o paladar. O que nos restava eram fast-food e restaurantes italianos.
Para finalizar, o intercâmbio foi de extrema importância no meu desenvolvimento profissional e pessoal. A China me proporcionou uma visão diferente do mundo e do comportamento. Tivemos palestras e visitas técnicas, que nos fizeram ver o que realmente a China é e como o “grande dragão” funciona.
Arthur Zampronio Zarpellon, é de Curitiba, está no último ano do curso de Engenharia de Produção na FAE Centro Universitário, e participou da 6° edição do intercâmbio de férias para Beijing, realizado em janeiro de 2012 pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE).