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Economia

China prevê desaceleração no crescimento do seu comércio exterior no 2º semestre

21/7/2010

 

As exportações chinesas crescerão de forma moderada na segunda metade do ano, já que as políticas monetárias apertadas que se aplicam atualmente nas economias emergentes como o Brasil e a Índia e a crise da dívida soberana europeia limitarão a demanda no exterior, analisou Yao Jian, porta-voz do Ministério do Comércio


Beijing, China - O comércio exterior da China no primeiro semestre deste ano poderia ter um crescimento mais vigoroso do que nos próximos seis meses, previu na terça-feira Yao Jian, porta-voz do Ministério do Comércio.


As exportações chinesas crescerão de forma moderada na segunda metade do ano, já que as políticas monetárias apertadas que se aplicam atualmente nas economias emergentes como o Brasil e a Índia e a crise da dívida soberana europeia limitarão a demanda no exterior, analisou Yao.


O porta-voz apontou que os lucros empresariais serão afetados por conta da alta dos custos de produção, inclusive um aumento de entre 20% e 30% no preço das matérias-primas durante os primeiros seis meses do ano e os crescentes custos de mãos de obra.


Além disso, as disputas comerciais também são desafios para a exportação do país no futuro, comentou o porta-voz.


"Os efeitos acumulados das medidas antidumping e anti-subsídio sobre as exportações chinesas nos últimos dois anos, além dos 38 casos de investigação comercial na primeira metade do ano, terão um impacto considerável sobre as exportações da China", explicou.


A China manterá suas políticas comerciais atuais enquanto as fará mais flexíveis e dirigidas, e acelerará a transformação do seu modelo de crescimento, com o fim de promover um desenvolvimento coordenado e sustentável, disse Yao.


De janeiro a junho, o volume total do comércio exterior da China cresceu 43,1% ano a ano para chegar a US$ 1,35 trilhão, enquanto o superávit comercial caiu 42,5% para ficar em US$ 55,3 bilhões.

 

Fonte: Agência Xinhua

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