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Eventos Realizados

Valorização do yuan não prejudica a relação comercial com o Brasil, diz especialistas em seminário

23/6/2010

 

Los Wang

Valorização do yuan não prejudica a relação comercial com o Brasil, diz especialistas em seminário

Seminário reuniu mais de 200 empresários na Fecomercio

O evento realizado pela CBCDE e Fecomercio reuniu mais de 200 empresários nesta quarta-feira, em São Paulo


São Paulo, Brasil - No seminário realizado nesta quarta-feira (23/6), pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), o presidente do Banco da China no Brasil, Zhang Jianhua e o secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, debateram com representantes, empresários e líderes, o quadro atual dos negócios entre os dois países e as perspectivas de crescimento para o futuro.


Ivan Ramalho informou que existe uma tendência de crescimento das vendas de produtos manufaturados do Brasil para a China. Segundo ele, a pauta ainda é muito concentrada em commodities, como a soja e o minério de ferro e que há potencial a ser explorado, já que os chineses importam cerca de US$ 1 trilhão por ano.


Ramalho disse que desvalorizar do yuan não vai afetar, de forma significativa, o comércio entre os dois países. "Isso pode tornar o produto brasileiro na China mais competitivo e, eventualmente, encarecer um pouco o produto que o Brasil importa da China, mas eu acredito que não ocorrerá nada no curto e no médio prazo que possa influenciar muito o comércio bilateral".


O maior volume de importações brasileiras da China, nos últimos anos, ocorreu em 2008 (US$ 20 milhões). No ano passado, houve uma queda, totalizando US$ 15,9 milhões como efeito da crise financeira internacional. Mas nos primeiros cinco meses deste ano, já houve uma recuperação, conforme apontou Ramalho, com um total de US 8,7 milhões ante US$ 5,6 milhões no mesmo período do ano passado.


Já as exportações brasileiras para a China de janeiro a maio deste ano somaram US$ 10,6 milhões, acima de igual período de 2009, quando o volume atingiu US$ 8,4 milhões.


Ramalho prevê um aumento nas trocas comerciais, neste segundo semestre, e acredita que o nível do comércio bilateral cresça em nível semelhante a 2008. O secretário destacou que os intercâmbios comerciais foram facilitados com a implantação do escritório da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), em Pequim, no ano passado, e com a criação do Banco da China, em São Paulo.


O presidente do Bando da China no Brasil ponderou que é natural cada país ter um ponto de vista diferente sobre a questão da moeda chinesa, mas afirmou que o governo chinês está correto em ignorar a pressão que a comunidade internacional tem feito para que o Yuan seja valorizado. "Esta é uma questão que afeta diretamente o desenvolvimento econômico", justifica. Com a crise na Europa e a desvalorização do Euro, o Yuan acabou se valorizando nos últimos meses.


Jianhua também falou da importância do Banco da China abrir um escritório no Brasil. "Queremos oferecer aos brasileiros serviços de empréstimo, seguro, investimentos,além de outros serviços variados".


Participaram do evento, a vice- presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), Monica Fang; o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio, Mario Marconini; o vice-cônsul da China em São Paulo, Bian Chun Gang; o cônsul Comercial da China em São Paulo, Lu Yuzhong; o coordenador da Secretaria Municipal de Relações Internacionais, César Dimas Boscolo; o diretor da Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade, José Roberto de Araújo Cunha Jr. e mais de 200 empresários.

 

Fonte: Cleide Gonçalves

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