4/8/2009
O programa oferece um mix de cultura, história e turismo sobre um dos países mais exóticos do mundo
São Paulo, Brasil - Medo, ansiedade, frio na barriga e muita expectativa - esses foram alguns dos primeiros sintomas de 33 estudantes brasileiros ao embarcar para uma imersão cultural de quatro semanas na China. Porém, tudo foi absolutamente superado com um jeitinho bem brasileiro graças à gentil receptividade e convivência dos estudantes chineses em relação aos brasileiros.
O programa de intercâmbio realizado em julho pela Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE), em parceria com a University of International Relations (UIR), teve como objetivo proporcionar uma imersão na cultura chinesa. Os alunos participaram de aulas de mandarim diariamente, aulas de Economia e Política chinesa e de Artes Marciais.
“Mesmo para mim que já estudo mandarim, o curso que a Universidade ofereceu continha muitas novidades, além da melhor revisão de “tons, iniciais e finais” que já tive. Mas o que mais gostei e o que me estimulou a pôr em prática o que aprendi, foi o convívio com os alunos chineses, que são as pessoas mais adoráveis. Este intercâmbio foi um sucesso, pois realmente houve troca de cultura, de conhecimento, de informações e de amizade”, afirma a advogada Claudia Tiba.
Para Marina Schwartzman, coordenadora de Relações Institucionais da CBCDE, responsável pelo projeto, o intercâmbio foi uma oportunidade única para que os brasileiros realmente pudessem entender um pouco mais da história, da cultura, da política, da sociedade e do comportamento dos chineses. “ O aprendizado não foi apenas nas aulas e passeios pelos incríveis templos e construções grandiosas da China, mas principalmente no convívio com os jovens chineses, que a cada dia nos ensinavam e nos revelavam a grandiosidade da cultura e tradição chinesa”, explica.
O grupo visitou também os principais museus, espetáculos importantes pontos turísticos da capital chinesa, como a Praça da Paz Celestial, a Cidade Proibida, o Templo do Céu, a Grande Muralha, o Templo de Confúcio, o Palácio de Verão, o Mercado da Seda, as obras das Olimpíadas, a Ópera de Beijing e as Treze Tumbas, entre outros.
Para a professora de Educação Física, Jeanne Kuk, cuja descendência é chinesa, a viagem foi uma forma de encontrar suas raízes “ pude compreender melhor como os chineses pensam, como vivem, como lidam com a vida. Viver in loco a cultura de um povo é muito mais verdadeiro do que conhecer em livros e filmes. Foi uma experiência muito rica, inesquecível”.
Já os estudantes David Amore Cecchini, do curso de Matemática Aplicada da USP e Rafael Simão, do curso de Direito do Mackenzie e Letras pela USP, destacaram o aspecto cultural como uma das mais importantes oportunidades oferecidas pelo intercâmbio.
Fonte: Cleide Gonçalves
