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Geral

Medidas para aperfeiçoar a indústria têxtil no Brasil

27/10/2009

 

Divulgação

Medidas para aperfeiçoar a indústria têxtil no Brasil

O persistente esforço industrial brasileiro fez com que, ao passar dos anos, as fábricas nacionais do ramo têxtil aperfeiçoassem as técnicas de produção e até desenvolvessem tecnologia própria para o setor. O aproveitamento adequado da matéria prima se constituiu num ponto chave para a competitividade do produto. Quem não se adequasse a isso, não se manteria competitivo comercialmente.

Desde o sufoco passado com a abertura para a importação de materiais do exterior, o empresariado brasileiro precisou aplicar a inteligência da mercadoria para organizar sua produção. Sem dúvida, é preciso estudar os tipos de tecidos mais consumidos, os desenhos e as cores preferidas do público consumidor e as praxes estabelecidas nas praças compradoras para lograr êxito nesse mercado. Facilitar os negócios iniciais com novos clientes é essencial, pois aumenta a possibilidade de iniciar negócios maiores e mais lucrativos.

Entretanto, a inteligência da cadeia produtiva e a qualificação da mão de obra na indústria algodoeira ainda são fracas no Brasil. Há muito para evoluir nesse sentido. O País não conta com tecnologia própria, tendo que recorrer ao exterior, fator que enfraquece o poderio nacional. Faltam investimentos em qualidade para que esse segmento se torne pioneiro diante do panorama global.

Para que isso aconteça, é preciso trazer as empresas e empresários informais para a legalidade. Somente dessa forma é possível ter acesso a linhas de crédito e investir. O Governo Federal, além de legalizar a atuação desses empreendimentos, teria muito a ganhar.

Ao mesmo tempo, se faz necessário estimular a criação de cursos e preparar profissionais para auxiliar na melhoria da qualificação. O grande trunfo para nos diferenciarmos no mercado internacional nós já temos, e por natureza, que é a criatividade de nossa população. Com a originalidade que podemos imputar a nossos produtos, é possível nos desenvolvermos no âmbito qualitativo e nos destacar pelo diferencial da mercadoria final. Quantidade, qualidade e redução de custos formam uma tríade essencial para que o Brasil dê um passo à frente no mercado têxtil.


Fábio Fatalla é engenheiro e diretor da Interface Engenharia Aduaneira

 

Fonte: Fábio Fatalla

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