13/06/2012 - Atualizado em 13/06/2012 - 12:50

Brasil e China oficializam intercâmbio parlamentar

A comitiva brasileira foi recebida, na quinta-feira (7/6), pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao

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O presidente da Câmara, Marco Maia, destacou a importância do início do Mecanismo de Intercâmbio Parlamentar Brasil-China para estimular e acelerar a implementação dos próximos acordos a serem celebrados entre os dois países. O mecanismo, ressaltou Maia, também permitirá que os parlamentos discutam temas setoriais, aperfeiçoem o funcionamento dos Legislativos de cada país a partir da experiência vivida pela nação parceira e identifiquem e ajustem legislações convergentes.

 

A primeira reunião oficial do Mecanismo Bilateral ocorreu na sexta-feira (8), no Grande Salão do Povo, sede da Assembleia Popular Nacional, Pequim. O presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-China, deputado Osmar Júnior (PCdoB-PI), ressaltou que “um dos primeiros temas de interesse do Brasil refere-se ao legado das Olimpíadas”.

 

Pelos chineses, a reunião foi coordenada pelo vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e presidente da Comissão Brasil-China, Ma Wenpu, que defendeu a união entre os dois países para enfrentar a crise econômica mundial. “É preciso intensificar as relações diretas sino-brasileiras, também na ONU, na OMC e com os demais integrantes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para ampliar a defesa dos interesses dos países em desenvolvimento no cenário mundial. Esse acordo que passa a  vigorar hoje (sexta-feira) tem importância  estratégica para essa união”.

 

 

Na reunião do mecanismo, também  palestraram a deputada Perpétua Almeida  (PCdoB-AC), que preside a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, sobre a forma de funcionamento do  Congresso Brasileiro; o líder do PT, Jilmar Tatto (SP), sobre a atual situação econômica do Brasil; e o líder do PSDB, Bruno  Araújo (PE), sobre a legislação cooperativa dos Brics.

 

Economias complementares - No encontro com os parlamentares brasileiros, o  presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional da China, Wu Bangguo, afirmou que o governo chinês, a  partir do mecanismo bilateral, incentivará  investimentos de empresas chinesas no Brasil, principalmente nas áreas de alta  tecnologia, infraestrutura como trens de  alta velocidade, portos, energia. “Mas também queremos incrementar relações culturais, na educação, saúde, turismo e  esporte”, disse.

 

Para Marco Maia, o Brasil tem necessidades de receber investimentos em infraestrutura, energia, transporte, e a China, com o aumento do poder de consumo de seu povo, oferece novas oportunidades.

 

 

Parceiros estratégicos

 

A comitiva brasileira foi recebida, na quinta-feira (7), pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao. Para ele, a rapidez com que as relações entre Brasil e China aumentaram se dá pelos esforços conjuntos de ambos os governos. “Espera-se que a troca comercial exceda 100 bilhões de dólares neste ano, como resultado da notável melhora da escala da cooperação pragmática”, indicou Wen Jiabao.

 

Além de ter superado os Estados Unidos como o principal parceiro comercial do Brasil, com uma troca que em 2011 alcançou 77,1 bilhões de dólares, com um superavit de 11,5 bilhões a favor do Brasil, a China também se tornou o maior investidor estrangeiro na economia brasileira.

Fonte: Jornal da Câmara dos deputados

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