14/03/2012 - Atualizado em 14/03/2012 00h03

Aproximação é vital


por Sem Fronteiras - Aduaneiras

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Com boas perspectivas de comércio e em tom comemorativo pelos 200 anos da imigração chinesa no Brasil, a Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico (CBCDE) apresentou aos empresários associados e parceiros seu calendário de eventos e missões para 2012, com destaque para eventos culturais, como o Passaporte para a China, que contará com representantes de várias províncias do país para mostrar a cultura local, história, tradição e ao mesmo tempo aproximar brasileiros e chineses. Segundo o diretor-geral da CBCDE, Tang Wei, a ideia é que os encontros possam eliminar o estigma do povo chinês ser fechado e o preconceito de que a China apenas vende produtos manufaturados e compra commodities. “Teremos estandes para mostrar que a China também é um grande comprador de produtos industrializados. Basta que nós tenhamos a competência de vender para eles”, enfatizou. Para 2012, a perspectiva é que o volume de comércio entre os dois países supere os 100 bilhões de dólares e que o superávit continue em favor do Brasil. “As exportações brasileiras devem superar as importações da China, principalmente em função do preço das commodities, que é o principal produto de exportação do Brasil”. Apesar da atual pauta de exportação, Wei diz não ver o Brasil apenas como comprador de produtos manufaturados e exportador de commodities. Para ele, é possível avançar nas vendas de produtos de alto valor agregado e de tecnologia, além da exportação de serviços, nas várias áreas que o Brasil tem mais expertise que os chineses. Para tanto, avalia que o governo precisa investir pesadamente em pesquisa, melhoramento da infraestrutura e apressar a reforma tributária para tornar os produtos mais competitivos. Além disso, considera que o empresariado precisa abrir a mente, ir à China, “porque não é apenas um mercado para se fazer compras, mas um lugar para se fazer bons negócios”. Em 2011, o volume de importação e exportação da China foi de 3,6 trilhões de dólares, com 51,1% das operações feitas por empresas com capital estrangeiro. “Se é um mercado atraente para americanos, europeus, japoneses, porque não para brasileiros”, questiona Wei ao ressaltar que muitas oportunidades na venda de produtos industrializados poderiam ocorrer no setor de máquinas e equipamentos, que de acordo com dados da alfândega chinesa registraram importações de 700 bilhões de dólares. (AC)

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